















Chico Zé,
Chibante,
Chibangs ou a
“Cascavel das Olaias”
A carismática figura do Chibante é absolutamente incontornável. Na verdade, são tantas as dimensões deste verdadeiro mabeco que tenho dificuldade em priorizar e organizar esta crónica, temendo que nesta espiral de ideias baralhadas esteja a ficar contaminado por ele...
A sua criatividade manifesta-se nas mais variadas cambiantes da sua existência:
- Na conversa de balneário, onde esgrime certezas dos mais variados temas, mesmo daqueles que acabou de inventar.
- Na criação de conceito corporativos como “aqui há peixe!”, “quem é que anda aí?” “Isso é gambas...gambas com mel!”
- Na descoberta de novos gestos técnicos como a “finta pião”, onde roda 360º à frente da defesa incrédula, antes de se atirar a fundo para um buraco nascido da surpresa da oposição, como tive a felicidade de presenciar em madrid.
- Na impossibilidade do estiramento no aquecimento, tendo sempre qualquer conversa urgente com alguém ou uma ideia importante a partilhar com o grupo que inevitavelmente o afasta
- De mostrar que não consegue tocar nos pés sem ser na esplanada, a ver passar os aviões de perna traçada a encanar imperiais.
- Instiga a confusão com o veneno que espalha, presenteando qualquer um sem distinções, mostrando a enorme democraticidade da “Cascavel das olaias”
- Aparece com alusões ao Direito no carro e faz torneios com amizades duvidosas, fazendo despertar a insegurança mabeca relativamente ao seu posicionamento emocional desportivo...
- Não consegue falar sem se rir, gozar com alguém ou fazer as duas coisas ao mesmo tempo...
Por tudo isto e pelo brilho que exala e dificilmente se traduz em palavras, afirmo categoricamente que cada equipa de rugby tem forçosamente que ter um “Chibante”, sob pena de ser confundida com um grupo de Carmelitas Descalças ou pior ainda, com um grupo de escoteiros a cantar a “visita à minha tia a marrocos”
Obrigado por existires! Para o ano vai ser mel!
